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Graduação: como aprender além das aulas?

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Por Vínicius Mariano

Sabemos que a graduação é uma porta de entrada para um futuro profissional, mas engana-se quem pensa que apenas o diploma é suficiente. É muito difícil, aos 17 anos, saber aquilo que queremos fazer para o resto de nossas vidas e, por vezes, acabamos perdidos num monte de informações e responsabilidades. Mas, esse é também um momento único onde o estudante tem a oportunidade de viver coisas novas e se conhecer melhor.

A busca por compreender na prática aquilo que é ensinado em sala de aula e ter aprendizados diferenciados leva vários estudantes a participarem de atividades extracurriculares, podendo ser desenvolvidas em laboratórios de pesquisa, centros acadêmicos, atléticas e outras organizações como semanas acadêmicas, empresas juniores, etc. É dentro desses tipos de organizações que o autoconhecimento aflora, afinal, são nessas entidades que o estudante pode descobrir algo que queira fazer pelo resto de sua vida. Mais especificamente, na sua carreira.

Em cada prática vemos habilidades diferentes que podem ser desenvolvidas. Por exemplo: em laboratórios de pesquisas, o aluno tem um contato direto com a pesquisa científica e elaboração de artigo além de uma rotina de análises e experimentos, contribuindo para o desenvolvimento de novas tecnologias. Dentro das outras entidades citadas, podemos destacar o trabalho em equipe, gestão de pessoas, vendas, negociações e estudos logísticos.


EXPERIÊNCIA CONTA – E MUITO!

“Por 2 anos, participei da organização da SAEQA – Semana Acadêmica de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos, o maior evento desse segmento na UFSC. Por 1 ano, fui assessor de programação científica e, no tempo restante, fui diretor na mesma diretoria. Além disso, por 2 anos e meio fui bolsista de iniciação científica e executava ambas atividades no mesmo período. A gestão de tempo foi fundamental para conseguir me dividir entre todas as tarefas a cumprir. É incrível perceber o quanto podemos ser eficientes quando temos um bom planejamento. Ao longo da graduação me vi desmotivado em muitos momentos, pois não conseguia me visualizar num futuro próximo nos segmentos da profissão até então apresentados.

Quando eu iniciei os trabalhos nas entidades, pude perceber que eu precisava romper a predefinição da profissão para poder me encontrar; Onde já se viu um Engenheiro de Alimentos trabalhando com gestão de pessoas, estratégias de negociações e vendas, sendo líder de uma equipe produtora de conteúdo, e que em conjunto com seu time alcançou um NPS de 87%? Sim, isso aconteceu comigo, e confesso que foi a melhor coisa que eu fiz em toda a minha graduação, agora eu já tenho um norte, um esboço de onde quero ir e o que pretendo fazer para chegar lá!”

Vinícius Mariano – Diretor de Programação Científica da SAEQA 2018, Engenharia de Alimentos – UFSC.


“Fiz parte do Movimento Empresa Júnior durante 3 anos e meio, passei por várias instâncias, e cada uma fez com que eu desenvolvesse competências que eu tanto queria. Durante esse período trabalhei muito o meu autoconhecimento, entendi melhor o que eu gostava e o porquê. Passei por muitos momentos, que independente de bons ou ruins, me fizeram crescer muito, pessoal e profissionalmente. ”

Beatriz Buratto – Ex-Presidente do Conselho da Fejesc – Federação de Empresas Juniores de Santa Catarina, Engenharia de Alimentos – UFSC.  

 

Em 2014 eu saí do ensino médio (que era integrado ao curso técnico em edificações) focado em passar no vestibular de Engenharia Civil na UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, fiz a prova e a aprovação veio, porém, na semana da matrícula eu desisti e resolvi seguir alguns sonhos de infância. Eu sempre gostei muito de aviões, tendo um grande desejo de trabalhar com aeronáutica, com isso comecei a estudar novamente, visando o ingresso no ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o MIT – Massachusetts Institute of Technology, em Boston, além do ótimo ensino que eu encontraria nessas universidades, o que eu também queria era a troca de experiências com as pessoas que estavam lá, pois eu sabia que elas me ajudariam a crescer.

Seguindo esse sonho, eu e um amigo fomos até São José dos Campos/SP para conhecer o ITA mais de perto, lá conhecemos o CASD Vestibulares, que é um cursinho pré-vestibular social, ele fica dentro da universidade e é mantido pelos alunos. Nós dois saímos de lá diferentes, gostamos daquela iniciativa e partimos para a construção de um novo projeto, algo que impactasse a educação aqui em Florianópolis. Inspirados no CASD, iniciamos uma pesquisa, procurando meios de como fazer um cursinho semelhante ao que visitamos em São Paulo, e depois desse esforço, nós fundamos o Einstein Floripa, em agosto de 2015. Nesse mesmo ano, eu não fui aprovado no vestibulares que eu sonhava, e não tinha um plano B.

Dediquei o meu ano de 2016 a estudar para o vestibular da UFSC, e para melhorar o Einstein, alcançando destaque como uma das maiores ONG’s de educação do estado, passando de 15 para 120 alunos, enfrentando desafios que me promoveram grande conhecimento em gestão de pessoas, aprendizados em diferentes áreas e me levaram a ter uma visão mais madura do mundo.

Hoje eu faço Engenharia Mecânica na UFSC, sem abandonar o meu sonho de trabalhar com aeronáutica, buscando dentro de laboratórios conhecimentos de engenharia, sabendo que quem molda o meu caminho sou eu, e não o local onde eu estou inserido.”

Douglas Marangon – Fundador do Einstein Floripa, Engenharia Mecânica – UFSC.

 

O que podemos tirar dessas vivências?

O desafio de se enfrentar o desconhecido, se capacitar e desbravar novas áreas forma profissionais dispostos a fazer a diferença, que não se acomodam com os padrões e buscam a excelência em seus processos – não porque são perfeitos, mas porque não têm medo de errar. Essa é a maior contribuição das entidades estudantis: promover o autoconhecimento e mostrar que sempre podemos mais.

O que você está esperando para aproveitar ao máximo essas oportunidades?